terça-feira, 24 de março de 2009

Processo de Sucateamento e Renascimento


Desde o fim do governo militar em 15 de janeiro de 1985, as Forças Armadas vêm sofrendo um perverso e progressivo desmanche.

Sucessivos governos têm agido de forma revanchista e irresponsável, rebaixado às Forças Armadas ao status de prioridade irrelevante.



Acima: O primeito protótipo do Osório pintado com um esquema de camuflagem testado pelo exercito brasileiro.

Esta é uma visão tacanha, mesquinha e muito perigosa do problema. As Forças Armadas, constituídas por Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira são instituições nacionais tradicionais, fundamentais para defesa do Brasil e salvaguarda de interesses brasileiros.

Ao longo da historia brasileira, as três armas talvez sejam as instituições que mais serviços relevantes prestaram à Nação.

Se passamos por uma experiência de um governo militar dolorosa para alguns, é preciso lembrar a bem da verdade, como se deu esse processo. Vários segmentos da sociedade brasileira apoiaram e incentivaram as Forças Armadas a tomarem o poder.

O país vivia dias incertos com comícios e greves, e em Minas e São Paulo só não eclodiu uma guerra civil pelo fato do exército ter colocado tropas nas ruas.

As forças de oposição também não eram democráticas nem constitucionalistas, muito pelo contrário, pretendiam iniciar uma guerra revolucionária para instalar no Brasil um regime comunista. Atuavam à margem de lei praticando crimes e guerrilha.

Ao contrário do que querem nos fazer crer, a iniciativa do uso da violência partiu da esquerda.
Os remanescentes daquela esquerda, hoje se fazem de vítimas e tentam a todo custo transformar em história do Brasil a versão de terem lutado pela liberdade e contra o Regime Militar como uma reação à opressão.

É uma farsa. Muito antes dos militares assumirem o poder, Carlos Marighella em 1952 e pouco depois a cúpula revolucionária da esquerda, já estavam em academias militares na China e em Cuba sendo treinados para intentarem um golpe comunista no Brasil.

Especular quanto ao futuro do pretérito é um exercício difícil e de resultado duvidoso. Mas sempre fica a dúvida. O que teria acontecido se o país tivesse mergulhado num regime comunista. Seríamos uma gigantesca Cuba? Ou uma esfacelada União Soviética? Ou ainda uma China que ainda mata opositores do regime?

Felizmente tudo isso é especulação, pois os militares impediram um golpe comunista no Brasil.
Como qualquer governo que se perpetua no poder por períodos prolongados, a experiência brasileira de um governo militar sofreu um processo de desgaste.

Além disso, como a toda ação corresponde uma reação, alguns militares cometeram excessos.
Porém a má conduta individual não pode ser motivo para uma retaliação tão prolongada contra instituições que certamente já provaram seu valor e continuam fieis à República e aos princípios constitucionais.


Acima: Nesta foto podemos ver um Rafale armado com o famoso missil AM-39 Exocet no ponto central. Este missil antinavio possui alcance de 70 km e sua guiagem se dá por radar ativo na fase final do vôo.


A prevalecer o pensamento tão tortuoso, o Congresso já deveria ter sido extirpado da estrutura política do país. É evidente que essa não é a solução. A instituição não pode ser castigada pela improbidade daqueles que transitoriamente a representam mal e fazem mau uso do poder.

O mesmo ocorre com as Forças Armadas. Houve excessos, é inquestionável. Tanto de militares como daqueles que pretendiam dar um golpe comunista. A única diferença é que militares, na condição de representantes do Estado não poderiam ter se igualado a terroristas.

Para por um fim a esse período da história brasileira, foi declarada uma anistia. Que deveria valer tanto para terrorista e criminosos, como para militares que cometeram excessos.

Hoje, mais de 20 anos depois do fim do regime autoritário, poucos dos militares que tiveram participação relevante no processo sequer estão vivos.

Contudo, as instituições continuam sendo retalhadas, como se aqueles que hoje galgaram o poder, quisessem se vingar de instituições que no passado barraram um ato ilegal.

Esse revanchismo, fruto de mágoas pessoais e pequenez, não pode afetar as instituições. O sucateamento das Forças Armadas é lesivo aos interesses nacionais. Esse deveria ser o norte daqueles que por força do dever devem zelar pelo país. Temos fronteira, espaço aéreo, mar territorial e uma rica Zona Econômica Exclusiva - ZEE a vigiar.

Além disso, as Forças Armadas têm desempenhado um papel social de altíssima relevância nos rincões mais distantes do país. É pelas Forças Armadas que o Estado se faz presente na Amazônia, levando saúde, segurança e integração.

Desmontar ou sucatear as Forças Armadas representa negligenciar na vigilância e defesa de nossos mais elevados interesses, deixando-nos vulneráveis e tornando-nos presas atraentes para aventureiros.

Mesmo que fossemos 100% operacionais, as Forças Armadas brasileiras têm um porte incompatível com nossas necessidades. Mas a situação é particularmente grave pelo fato do já reduzido material bélico estar obsoleto ou sem condições de operar.

Em números resumidos, 53% dos veículos blindados estão sem condições de operar. A frota naval vem sendo reduzida ano a ano. Em operação existem 5 submarinos, 22 navios patrulha, 12 fragatas e corvetas e 5 Navios-Patrulha Fluviais. Praticamente todos necessitando de modernização. Na aeronáutica das 719 aeronaves apenas 267 são operacionais. Na prática nossa defesa é precária e o poder de dissuasão se resume a extensão territorial e capacidade de mobilização.

Além disso, o projeto do submarino nuclear que é uma arma fundamental para a defesa do país com as características do Brasil está praticamente parado.

Já tivemos uma indústria de material bélico que hoje por uma estratégia equivocada inexiste.
Na realidade as Forças Armadas precisam de muito mais do que um simples reaparelhamento.

O país precisa de uma Política de Defesa Nacional que considere inclusive a reconstrução da indústria bélica brasileira.

Com a palavra aqueles que estão trabalhando no orçamento de 2008 e o ministro da Defesa.

Fonte : http://ofca.com.br/artigos/2007/11/11/111107-forcas-armadas-em-processo-de-sucateamento-ha-decadas/

Mais Sobre Forças Armadas Brasileira e o que esta sendo feito, para mudar o quadro caótico.
http://aircombatcb.blogspot.com/
http://www.navalpowercb.blogspot.com/
http://campobatalha.blogspot.com/2007/11/engesa-ee-t-1-osorio-quando-competncia.html
site Base Militar : http://www.alide.com.br/joomla/

Brazil Arms - Da Glória ao Sucateamento

Como poucos sabem, e não são lembrados ou ensinados, o Brasil foi um dos mais importantes, se não o mais importante aliado na luta contra o EIXO, na Segunda Guerra Mundial. Darei aqui no meu blogg espaço para que saibamos e tenhamos orgulho de sermos brasileiro cada vez mais...!

Força Expedicionária Brasileira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A Força Expedicionária Brasileira, conhecida pela sigla FEB, foi a força militar brasileira de 25.334 homens que lutou ao lado dos Aliados na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Constituída inicialmente por uma divisão de infantaria, acabou por abranger todas as forças militares brasileiras que participaram do conflito. Adotou como lema "A cobra está fumando", em alusão a um discurso de Getúlio Vargas, que em 1940 afirmou ser "mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra".

Contexto histórico

Em 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, o Brasil manteve-se neutro, numa continuação da política do presidente Getúlio Vargas de não se definir por nenhuma das grandes potências, somente tentando se aproveitar das vantagens oferecidas por elas. Tal "pragmatismo" foi interrompido quando no início de 1942, quando os Estados Unidos praticamente intimaram o vacilante governo brasileiro a ceder a ilha de Fe rnando de Noronha e a costa nordestina brasileira para o recebimento de suas bases militares. À partir de janeiro do mesmo ano começa uma série de torpedeamentos de navios mercantes brasileiros por submarinos ítalo-alemães na costa litorânea brasileira, numa ofensiva idealizada pelo próprio Adolf Hitler, que visava isolar o Reino Unido, o impedindo de receber os suprimentos (equipamentos, armas e matérias-prima) exportados do continente americano, como consta nos diários de Joseph Goebbels, suprimentos estes vitais para o esforço de guerra aliado e que, sabiam que os alemães iriam abastecer à partir de 1942, pelo Atlântico norte, principalmente a então União Soviética.

Tinha também por objetivo a ofensiva submarina do e

ixo em águas brasileiras intimidar o governo brasileiro a se manter na neutralidade, ao mesmo tempo que seus agentes no país e simpatizantes fascistas brasileiros, pejorativamente denominados pela população pela alcunha de Quinta coluna, espalhavam boatos que os afundamentos de navios mercantes seriam obra dos anglo-americanos interessados em que o país entrasse no conflito do lado aliado.

No entanto, a opinião pública não se deixou confundir, comovida pelas mortes de civis e instigada também pelos pronunciamentos provocativos e arrogantes, emitidos pela Rádio de Berlim, passou a exigir que o Brasil reconhecesse o estado de beligerância com os países do eixo. O que só foi oficializado em 22 de agosto do mesmo ano, quando foi declarada guerra à Alemanha nazista e a Itália fascista. Após a qual, diante da contínua passivida

de do então governo, a mesma opinião pública passa a se mobilizar para o envio à Europa de uma força expedicionária como contribuição à derrota do fascismo.

Porém só quase dois anos depois, em 2 de julho de 1944, teve início o transporte do primeiro escalão da Força Expedicionária Brasileira, sob o comando do general João Batista Mascarenhas de Morais, com destino à Nápoles. As primeiras semanas foram ocupadas se aclimatando ao local, assim como recebendo o mínimo equipamento e treinamento necessário, sob a supervisão do comando estadunidense, ao qual a FEB estava subordinada, já que a preparação no Brasil demonstrou ser deficiente[1], apesar dos quase 2 anos de inte

rvalo entre a declaração de guerra e o envio das primeiras tropas a frente.

Os brasileiros constituíam uma das vinte divisões aliadas presentes na frente italiana naquele momento, uma verdadeira torre de Babel, constituída por estadunidenses (incluindo as tropas segregadas da 92ª divisão, formada por afro e nipo-descendentes, comandadas por oficiais brancos), italianos antifascistas, exilados europeus (poloneses, tchecos e gregos), tropas coloniais britânicas (canadenses, neozelandeses, australianos, sul-africanos, indi

anos, quenianos, judeus e árabes) e francesas (marroquinos, argelinos e senegaleses), em uma diversidade étnica que muito se assemelhava à da frente francesa em 1918.

A FEB foi integrada ao 4º corpo do exército estadunidense, sob o comando do general Willis D. Crittemberger, este por sua vez adscrito ao V exército dos Estados Unidos, comandado pelo general Mark W. Clark.

Campanha


A FEB entrou em combate em meados de setembro de

1944 no vale do rio Serchio, ao norte da cidade de Lucca. As primeiras vitórias da FEB ocorreram já em setembro, com as tomadas de Massarosa, Camaiore e Monte Prano. Só no final de outubro, na região de Barga, a FEB sofreu seus primeiros reveses. Devido ao sucesso da campanha em setembro e início de outubro, no final de novembro a FEB foi incumbida de sozinha tomar o complexo formado pelos montes Castello, Belvedere e seus arredores, no espaço de alguns dias. Seu comandante alertou ao comando do V exército estadunidense que tal missão era inviável de ser executada pelo efetivo de apenas uma divisão, o que já havia sido demonstrado em tentativas fracassadas por parte de outros efetivos aliados, e que para obter sucesso em tal empreitada seria necessário o ataque conjunto de duas divisões simultaneamente à Belvedere, Della Toraccia, Monte Castello e à Castelnuovo[2] o que, mesmo assim, alertava o comando brasileiro, não poderia ser levado a cabo em menos de uma semana. No entanto, o argumento do comandant

e brasileiro só foi aceito após o fracasso de mais duas tentativas, desta vez efetuadas pelos brasileiros, uma em novembro e outra em dezembro.

Durante o rigoroso inverno entre 1944 e 1945, nos Apeninos a FEB enfrentou temperaturas de até vinte graus negativos, não contando a sensação térmica. Muita neve, umidade e contínuos ataques de caráter exploratório por parte do inimigo, que através de pequenas escaramuças procurava tanto minar a resistência física, quanto a psicológica das tropas brasileiras, não acostumadas as baixas temperaturas. Condições climáticas e reações físicas que somavam aos mais de três meses de campanha ininterrupta, sem pausa para recuperação[3], como também testar possíveis pontos fracos no setor ocupado pelos brasileiros para uma contra-ofensiva no inverno. Entretanto, neste aspecto, a atitude involuntariamente agressiva das duas tentativas de tomar Monte Castello no final de 1944, somada à atitude voluntária de responder às incursões exploratórias do inimigo no território ocupado pela FEB, com incursões exploratórias da FEB realizadas em território inimigo, fez com que os alemães e seus aliados escolhessem outro se

tor da frente italiana, ocupada pela 92ª divisão estadunidense, para sua contra-ofensiva.

Entre o fim de fevereiro e meados de março de 1945, como havia sugerido o comandante da FEB, se deu a Operação Encore, um avanço em conjunto com a recém-chegada 10ª divisão de montanha estadunidense. Assim, foram finalmente tomados, entre outras posições, por parte dos brasileiros, Monte Castello e Castelnuovo, enquanto os americanos tomavam Belvedere e Della Toraccia. Com estas posições no poder dos Aliados, pode-se iniciar a ofensiva final de primavera, na qual em abril a FEB tomou Montese e Collecchio. A conquista de posições pelas tropas brasileiras somadas às obtidas pela divisão de montanha estadunidense neste setor secundário, mas vital, possibilitou que as forças sob o comando do VIII exército britânico, mais à leste no setor principal da frente italiana, se vissem finalmente livres do fogo de artilharia inimiga, que partia daqueles pontos, podendo assim avançar sobre Bolonha e rompendo a Linha Gótica, após oito meses de combate.


Era a fase final da ofensiva de primavera na frente italiana. Em Fornovo di Taro, com uma manobra perfeita em uma jogada ousada de seu comandante, os efetivos da FEB que se encontravam naquela região em inferioridade numérica se cercaram e após combates oriundos da infrutífera tentativa de rompimento do cerco por parte do inimigo seguidos de rápida negociação, conseguiram a rendição de duas divisões inimigas, a 148ª divisão de infantaria alemã, comandada pelo general Otto Freter-Pico e os efetivos remanescentes da divisão bersaglieri italiana, comandada pelo general Mario Carloni. Isso impediu que essas divisões, que se retiravam da região de La Spezia e Gênova, que haviam sido liberada pela 92ª divisão estadunidense, se unissem às forças ítalo-alemãs da Ligúria, que as esperavam para desfechar um contra-ataque contra as forças do V exército americano, que avançavam, como é inevitável nestas situações, de forma rápida, porém difusa e descordenada, inclusive do apoio aéreo, tendo deixado vários clarões em sua ala esquerda e na retaguarda. Muitas pontes ao longo do rio Pó foram deixadas intactas pelas forças nazi-fascistas com esse intento. O comando dos exércitos C alemão, que já se encontrava em negociações de paz em Caserta há alguns dias com o comando Aliado na Itália, esperava com isso obter um triunfo afim de conseguir melhores condições para rendição. Os acontecimentos em Fornovo di Taro involuntariamente impediram a execução de tal plano tanto pelo desfalque de tropas, como pelo atraso causado, o que aliado às notícias da morte de Hitler e tomada final de Berlim pelas forças do Exército Vermelho, não deixou ao comando alemão outra opção senão aceitar a rápida rendição de suas tropas na Itália[4]. Em sua arrancada final, a FEB ainda chegou a cidade de Turim, e em 2 de maio de 1945, na cidade de Susa, onde fez junção com as tropas francesas na fronteira franco-italiana.

O Brasil perdeu nesta campanha mortos diretamente em combate, cerca de quatrocentos e cinquenta praças e treze oficiais, além de oito oficiais-pilotos da Força Aérea Brasileira. A divisão brasileira ainda teve cerca de duas mil mortes devido a ferimentos de combate e mais de doze mil baixas em campanha por mutilação ou outras diversas causas que os incapacitaram para o combate. Tendo assim, somadas as substituições, turnos e rodízios, dos cerca de vinte e cinco mil homens enviados, mais de vinte e dois mil participaram das ações[5]. O que, incluso mortos e incapacitados, deu uma média de 1,7 homens usados para cada posto de combate, um grau de aproveitamento apreciável se comparado à outras divisões que estiveram o mesmo tempo em campanha em condições semelhantes.


Em 6 de junho de 1945, o Ministério da Guerra do Brasil ordenou que as unidades da FEB ainda na Itália se subordinassem ao comandante da primeira região militar (1ª RM), sediada na cidade do Rio de Janeiro, o que, em última análise, significava a dissolução do contingente.

Em 1960, as cinzas dos brasileiros mortos na campanha da Itália foram transladadas de Pistoia para o Brasil, e hoje jazem no monumento aos mortos que foi erguido no Aterro do Flamengo, zona sul da cidade do Rio de Janeiro, em homenagem e lembrança aos sacrifícios dos mesmos.

Ao final da campanha, a FEB havia aprisionado mais de vinte mil soldados inimigos, quatroze mil, setecentos e setenta e nove só em Fornovo di Taro, oitenta canhões, mil e quinhentas viaturas e quatro mil cavalos. Mesmo com sua desmobilização relâmpago, o regresso da FEB após o final da guerra contra o fascismo precipitou a queda de Getúlio Vargas e o fim do Estado Novo no Brasil.

Participação da Força Aérea Brasileira


Sumário estatístico

Total das Operações [6]
Total de missões executadas 445
Total de saídas ofensivas 2.546
Total de saídas defensivas 4
Total de horas de vôo em operações de guerra 5.465
Total de horas de vôo realizadas 6.144
Total de bombas lançadas 4.442
Bombas incendiárias (FTI) 166
Bombas de fragmentação (260 lb) 16
Bombas de fragmentação (90 lb) 72
Bombas de demolição (1000 lb) 8
Bombas de demolição (500 lb) 4.180
Total aproximado de tonelagem de bombas 1.010
Total de munição calibre 50 1.180.200
Total de foguetes lançados 850
Total de litros de gasolina consumida 4.058.651
Total das Operações [6]

Destruídos Danificados
Aviões 2 9
Locomotivas 13 92
Transportes motorizados 1.304 686
Vagões e carros tanques 250 835
Carros blindados 8 13
Viaturas de tração animal 79 19
Pontes de estradas de ferro e de rodagem 25 51
Pontes em estradas de ferro e de rodagem 412
Plataformas de triagem 3
Edifícios ocupados pelo inimigo 144 94
Acampamentos 1 4
Postos de comando 2 2
Posições de artilharia 85 15
Alojamentos 3 8
Fábricas 6 5
Instalações diversas 125 54
Usinas elétricas 5 4
Depósitos de combustível e munição 31 15
Depósitos de material 11 1
Refinarias 3 2
Estações de radar 2
Embarcações 19 52
Navios 1

Participantes da FEB

Serviram na Força Expedicionária Brasileira pessoas dos mais variados extratos sociais. Alguns, nos anos seguintes desempenhariam diretamente papéis de destaque na vida política, social e cultural brasileira. Outros, indiretamente como pais, educadores ou profissionais, que em suas respectivas áreas influenciaram por aceitação ou oposição personalidades das gerações posteriores. Citamos por ordem alfabética alguns dos seguintes nomes:


Unidades Militares da FEB


1ª Divisão de Infantaria Expedicionária;
* Companhia do Quartel General
* Banda de Música Divisionária;
* 9º Batalhão de Engenharia; (Primeiro a entrar em ação)
* 1º Regimento de Infantaria;
* 6º Regimento de Infantaria;
* 11º Regimento de Infantaria;
* 1º Esquadrão de Reconhecimento;
* Pelotão de Polícia;
* 1º Batalhão de Saúde;
* 1ª Companhia de Transmissões;
* 1ª Companhia Leve de Manutenção

* Artilharia Divisionária;
* Bateria de Comando da Artilharia Divisionária Expedicionária;
* I Grupo Obuses 105;
* II Grupo de Obuses 105;
* III Grupo Obuses 105;
* IV Grupo de Obuses 155;
* 1ª Companhia de Intendência;

1º Grupo de Aviação de Caça;
1ª Esquadrilha de Ligação e Observação;


Associação dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira


A Associação dos Veteranos da FEB foi organizada para manter viva a história da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial. A direção central da organização fica no Rio de Janeiro, mas existem seções regionais em outras partes do Brasil.

Lista de batalhas



Curiosidades


  • 21 submarinos alemães e dois italianos foram responsáveis pelo afundamento de trinta e seis navios mercantes brasileiros, causando mil, seiscentos e noventa e um (1691) náufragos e mil e setenta e quatro mortes (1074). Este foi o principal motivo que conduziu à declaração de guerra do Brasil aos países do eixo.
  • A FEB permaneceu ininterruptamente duzentos e trinta e nove dias em combate. Como exemplo de comparação, das quarenta e quatro divisões americanas que combateram no norte da África e Europa entre novembro de 1942 e maio de 1945, apenas doze estiveram ininterruptamente mais dias em combate que a divisão brasileira[7].
  • Apesar do latente racismo de parte do alto oficialato da FEB[8][9], a mesma era a única força miscigenada, não segregacionista entre as tropas aliadas combatentes na europa
  • A FEB lutou contra nove divisões alemãs e três italianas, sofrendo quatrocentos e cinquenta e sete mortes, dois mil e sessenta e quatro feridos, e teve trinta e cinco homens aprisionados.
  • As principais vitórias da FEB tiveram lugar em Massarosa, Camaiore, Monte Prano, Monte Acuto, San Quirico d'Orcia, Gallicano, Barga, Monte Castello, La Serra, Castelnuovo, Soprassasso, Montese, Paravento, Zocca, Marano sul Panaro, Collecchio e Fornovo di Taro, onde aprisionou dois generais, quatrocentos e noventa e três oficiais e dezenove mil, seiscentos e setenta e nove praças.
  • A FAB, com o 1º grupo de caça, teve abatidos dezesseis aviões, com perda de oito aviadores. Apesar de ter voado apenas 5% do total das missões efetuadas por todos os esquadrões sob o XXII comando aéreo tático aliado, entre novembro de 1944 e abril de 1945, neste período dentro desse total, foi responsável pela destruição de 85% dos depósitos de munição, 36% dos depósitos de combustível, 15% dos veículos motorizados (caminhões, tanques e locomotivas) inimigos, entre outras tarefas[10]. Assim, por seu desempenho teve honrosa citação do congresso dos Estados Unidos.
  • Durante a tomada de Montese houve uma homenagem singular prestada a três soldados brasileiros que, em missão de patrulha, ao se depararem com toda uma companhia do exército alemão, tendo recebido ordem para se renderem, se recusaram e morreram lutando. Como reconhecimento à bravura e à coragem daqueles soldados, pela forma como combateram, os alemães os teriam enterrado em covas rasas e, junto às sepulturas colocado uma cruz com a inscrição "drei brasilianischen helden" (três heróis brasileiros). Eram eles - Arlindo Lúcio da Silva, Geraldo Baeta da Cruz e Geraldo Rodrigues de Souza -, existe hoje no pátio de formatura do batalhão a qual pertenciam um monumento que os reverência.

Canção do expedicionário


Você sabe de onde eu venho?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.

(Refrão:)
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim!

(Refrão)

Você sabe de onde eu venho?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacarandá,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.

(Refrão)

Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz!

(Refrão)

Letra: Guilherme de Almeida
Música: Spartaco Rossi

Referências

  1. Vários autores; "Depoimento de oficiais da reserva sobre a FEB"; Editora Cobraci; 1949
  2. J. B. Mascarenhas de Morais; "A FEB por seu comandante"; Editora Progresso; 1947
  3. Massaki Udihara; "Um médico brasileiro na frente"; Imprensa Oficial do Estado; 2002; ISBN 8586179345
  4. Rudolf Bohmler; "Monte Cassino"; Editora Flamboyant; 1966
  5. Celso Castro; Vitor Izecksohn & Hendrik Kraay, "Nova história militar brasileira"; Fundação Getúlio Vargas; 2004; ISBN 8522504962
  6. 6,0 6,1 Tenente-brigadeiro Nelson Freire Lavanére-Wanderley. A Força Aérea Brasileira na Segunda Guerra Mundial. 2ª.ed. Brasília: CECOMSAER, 2002. 35 p. ISBN 85-89018-01-6
  7. Celso Castro; Vitor Izecksohn & Hendrik Kraay, "Nova história militar brasileira"; Fundação Getúlio Vargas; 2004; ISBN 8522504962
  8. Vários autores; "Depoimento de oficiais da reserva sobre a FEB"; Editora Cobraci; 1949
  9. Massaki Udihara; "Um médico brasileiro na frente"; Imprensa Oficial do Estado; 2002; ISBN 8586179345
  10. Tenente-brigadeiro Nelson Freire Lavanére-Wanderley; "A Força Aérea Brasileira na Segunda Guerra Mundial"

Fonte ; http://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7a_Expedicion%C3%A1ria_Brasileira


segunda-feira, 2 de março de 2009

Excelência em Gestão de Carreira



Amigos e convidados, estou dispondo aqui nesse espaço, um site de Gestão de Carreira conceituado e de grande valor para aprimorar e agregar inumeros conhecimentos.

http://www.gestaodecarreira.com.br/ldp/

Esse site é um guia para quem quer ser um vencedor! Do autor do livro
O Sucesso é Inevitavel, ele reúne diversas ferramentas de gestão.

Espero que seja de grande auxilio para todos e para min

A arte de falar em público

Aqui mais um excelente site para aprimorar suas técnicas em oratória.
Pra quem gosta de praticar o hábito da leitura.

http://www.advir.com.br/sermoes/artedefalar.htm


Ambiente de trabalho e as relações interpessoais.

Pra se atingir a excelência não basta apenas boa vontade, é necessario conhecimento e treinamento, porém como muitos dos amigos trabalham e estudam ou trabalham em 2 empregos, fica difícil buscar novas técnicas e conhecimento de informação atraves de cursos.
Então eu achei mais um site com um conteúdo rico em informaçoes.

Aproveitem, pois a preguiça, leva a ruína!

http://www.calabriaveiculos.com.br/noticia/16


ETIQUETA NO TRABALHO

"Como os sinais de trânsito e os mapas rodoviários, o protocolo de uma empresa nos protege de colidir com os outros, de magoar os sentimentos dos colegas ou de prejudicar a reputação da empresa"

http://www.secretariando.com.br/etiqueta/etiq-13.htm




Técnicas de Vendas

Sempre se mostrando cordial, e demonstrando interesse autêntico e verdadeiro pelo cliente. Você deve passar a impressão de estar "sendo você mesmo", sem máscaras.

http://www.sebraesp.com.br/principal/melhorando%20seu%20neg%C3%B3cio/orienta%C3%A7%C3%B5es/marketing/equipe/default.aspx


Não deixem de ler, se possivel, leiam sempre que possível!





Jurômeto Governo Brasileiro / Interest